Monthly Archives: maio 2018

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Para especialista, cultuar o belo não é algo fútil ou supérfluo

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Cultuar a beleza parece ter se transformado no mantra da sociedade do espetáculo, nestes tempos de BBB e selfies compulsivamente compartilhadas em redes sociais. Trata-se de um culto considerado muitas vezes equivocado, vazio e fútil, associado invariavelmente à exposição de corpos artificialmente esculpidos por meio de mouses ou bisturis.

A verdadeira beleza, no entanto, segundo Lilian Graziano, doutora em Psicologia Positiva pela USP, está ligada a outras qualidades humanas, sendo capaz de causar entusiasmo pela vida e nos aproximar de nossa felicidade.

Na Psicologia Positiva, como nos explica Lilian, a apreciação da beleza é uma das 24 forças pessoais que se manifestam em cada indivíduo e que podem ser fortalecidas gradativamente. Derivadas  de  seis virtudes universais (sabedoria, coragem, humanidade, justiça, temperança e transcendência), essas forças podem melhorar o nível de bem-estar do indivíduo quando colocadas em prática, mostrando-se, no caso de suas 5 mais fortes, como aquilo que de melhor o ser humano tem a oferecer ao mundo. O apreço pelo belo, de acordo com a psicóloga, está ligado, por sua vez, à virtude da transcendência, a mesma da qual deriva a espiritualidade.

“Como bem sabe qualquer pessoa que já tenha se emocionado diante da beleza de uma paisagem, a experiência estética pode ser significativa e capaz de nos conectar a algo muito maior do que nós mesmos”, explica a especialista. “Podemos experimentá-la diante de uma obra de arte, ao ouvir uma sinfonia ou presenciar a excelência humana em toda a sua variedade.”

Para essas pessoas, a beleza também pode estar nas pequenas coisas – numa mesa bem posta, na escolha de roupas e pertences, na decoração da casa ou em outras tarefas ainda mais prosaicas do cotidiano, capazes de nos colocar em contato com nossa excelência e propiciar bem-estar.

“Se levarmos em conta a teoria darwiniana da beleza, vivenciá-la seria, ainda, uma das maneiras que a evolução tem de criar e manter o interesse e a fascinação que nos encorajam a tomar as decisões mais adaptativas para a sobrevivência de nossa espécie”, lembra, ainda, a psicóloga.

Paradoxalmente, podemos concluir que a mesma sociedade do espetáculo que elevou as editadas fotos e selfies, a níveis inimagináveis, vem destruindo o conceito de beleza, quase que na mesma velocidade com lança sofisticados aplicativos de edição de imagem no mercado. Precisamos resgatar o belo. Porque somente a beleza salvará o mundo.


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A arte de engajar equipes

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A j2 já participou de alguns projetos que se pretendiam colaborativos. Propiciavam, evidentemente, um ambiente criativo e repleto de excelentes expectativas, sobretudo porque possibilitavam à equipe um desenvolvimento profissional quase quântico: tantos especialistas envolvidos sempre traziam contribuições enriquecedoras diárias sobre diferentes maneiras de encontrar uma solução para qualquer demanda. A sensação era de que, com tanta gente boa, qualquer iniciativa seria um sucesso.

O fato é que, pouco tempo depois de se nomearem colaborativos, os projetos voltavam a ser ‘centralizados’, sob o risco de naufragarem. É que, apesar das ideias incríveis e inspiradoras, quase sempre elas deixavam de ir pra frente por pura falta de engajamento. Algo que não se restringe aos projetos colaborativos, diga-se. Várias empresas convencionais sofrem pelo mesmo motivo.

No livro “Start up Enxuta“, Eric Ries sugere um passo a passo para manter a equipe motivada.

1. Mapear todas as necessidades que serão contempladas pelo projeto: de prazos e materiais necessários e à disposição, custos para a sua realização até quem será responsável pela execução de cada etapa.

2. Definição dos trabalhos que já são feitos rotineiramente e economia feita com o trabalho colaborativo.

3. Convite aberto para participar do projeto, com especificações do que se pretende e sugestão de datas e prazos para execução.

4. Comunicação eficaz de cada etapa já executada, o que está em andamento, valorização dos participantes com faixas, nomes, fotos nas redes sociais, whatsapp para viralizar e envolvimento dos colaboradores nesta comunicação, para estimular outros a participarem.

5. Conversar com o grupo que trabalhou para ter feedback da ação: o que acharam da atividade, sugestão de melhorias e como engajar outras pessoas.

Evidentemente que há outras questões envolvidas e muitas outras alternativas de engajamento, certamente mais complexas. Mas é bom ter uma ideia dos primeiros passos.

O livro de Ries, aliás, é incrível, sobretudo por defender conceitos do lean manufacturing em empresas de qualquer porte e tipo – o que, até então, pareciam distantes demais da realidade, sobretudo de microempresas prestadoras de serviço. Mas isso será tema para outro post.


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